Imprensa

07-Jan-2022 11:16
Saúde

Prefeitura de São Paulo cancela carnaval de rua e mantém desfiles no Sambódromo do Anhembi

Decisão sobre os desfiles ainda será discutida com a Liga e só poderá ocorrer mediante aprovação de protocolos sanitários, apesar de estudo da vigilância municipal recomendar veto para todas as atividades que provoquem aglomeração na cidade.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), anunciou nesta quinta-feira (6) o cancelamento do carnaval de rua na cidade em 2022 por causa do avanço da Covid-19 na cidade, após a chegada da variante ômicron.

Apesar do cancelamento, Nunes manteve os desfiles das escolas de samba de SP no Sambódromo do Anhembi, que devem acontecer nos dias 25, 26, 27 e 28 de fevereiro, se a Liga aceitar os protocolos sanitários que serão determinados.

"Por conta da situação epidemiológica, está cancelado o Carnaval de Rua de SP. Nós vamos sentar com a Liga das Escolas de Samba para combinar um protocolo para a realização dos desfiles no sambódromo. Caso eles aceitem os protocolos, os desfiles serão mantidos", disse o prefeito.  

Segundo o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, os protocolos ainda não foram definidos, mas serão norteados com as exigências da vigilância sanitária da cidade, em parceria com a Liga-SP.

"Nós vamos sentar com a Liga das Escolas de Samba para estabelecer esses protocolos de acordo com as exigências da Vigilância Sanitária. Nossa preocupação não é apenas com os desfiles, mas também com as aglomerações nos ensaios", afirmou Aparecido.

A decisão do prefeito foi tomada após uma reunião com representantes da Vigilância Sanitária e da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que apresentaram um estudo sobre o comportamento da Covid-19 na cidade nos últimos meses. A partir do estudo, Nunes decidiu cancelar os festejos de rua na cidade.

A solução é similar à anunciada pela Prefeitura do Rio de Janeiro, que manteve o carnaval na Marquês de Sapucaí, mas cancelou a saída dos blocos de rua.

Reunião com as escolas de samba
Segundo Nunes, a reunião com as escolas de samba deve ocorrer na próxima semana, já com a definição dos protocolos sanitários para a realização dos desfiles.

Por meio de nota, a Liga-SP afirmou que tem “completa disposição em acatar toda e qualquer recomendação das autoridades de saúde para um Carnaval SP 2022 seguro”.

“Para que os Desfiles das Escolas de Samba de São Paulo aconteçam de forma grandiosa, como tem sido nos últimos anos, nosso principal recurso é humano. A prioridade da Liga-SP sempre foi e continuará sendo preservar vidas e garantir um ambiente seguro para os profissionais do Carnaval e para os sambistas, seja na pista de desfile ou nas arquibancadas do Anhembi”, disse a entidade.

Recomendações da Vigilância Sanitária de SP


·         Intensificação da vacinação e doses de reforço contra a Covid-19;

·         Manter o uso obrigatório de máscaras na comunidade, bem como demais medidas não farmacológicas;

·         Higienizar as mãos;

·         Etiqueta respiratória;

·         Que seja evitada qualquer tipo de aglomeração onde não se possa ter controle sanitário seguro;

·         Cancelamento de todas as atividades relacionadas ao carnaval de rua 2022 na capital, bem como atividades que não tenham controle sanitário.

Aparecido também afirmou nesta quinta (6) que, por causa da alta dos casos de gripe e Covid-19, o passaporte da vacina será exigido na cidade de São Paulo para todos os eventos a partir de segunda-feira (10).

Aumento das contaminações
Segundo o representante da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) presente na reunião, Luiz Arthur Vieira Caldeira, a cidade pode ter neste momento o dobro de casos positivos de contaminação por Covid-19 e síndrome gripal do que no pico na segunda onda, em março e abril de 2021.

"Há uma pressão na porta de entrada das unidades básicas de saúde desde a segunda semana de dezembro com síndrome gripal. Em 60%, 70% dos casos, há indícios de que seja Covid, o que indica um rebote da doença. A Covid voltou e voltou com tudo", afirmou Caldeira.

"Neste momento, os pacientes com sintomas gripais, quer seja de Covid, gripe ou outros vírus, já representam o dobro de casos que tinham no pico da P1, em março, abril de 2021. Logicamente que não se compara com os casos de gravidade. São muito menos graves agora. São número de contaminados, não necessariamente de doentes", explicou. 

 

 

 

 

G1/SP
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