Imprensa

28-Jun-2018 09:46
Sorocaba

Mais irregularidade: Rodoviária continua sem contrato para funcionar

Situação se arrasta há quase 20 anos, mas desde então, nenhuma nova providência foi adotada pela Prefeitura.

A falta de contrato entre a Prefeitura de Sorocaba e a empresa Socia para o funcionamento da rodoviária da cidade (Rodocenter) ainda permanece. A situação foi denunciada em março deste ano em reportagem do Cruzeiro do Sul e se arrasta há quase 20 anos, mas desde então, nenhuma nova providência foi adotada. O caso está sob investigação do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), que quer saber quanto o município deixou de arrecadar com esta situação. A Prefeitura alega que irá abrir licitação para contratar uma empresa responsável por elaborar um projeto para a construção de um terminal multimodal, que entre outras funções, abrigará a rodoviária. 

A última prorrogação do contrato -- que foi assinado pela primeira vez em 1973 -- é datada de novembro de 1998, na gestão de Renato Amary. Ainda em março deste ano, em entrevista, o secretário de Planejamento de Sorocaba, Luiz Alberto Fioravante, disse não considerar "ruim" para a cidade a falta de uma acordo vigente para o funcionamento da rodoviária. O contrato entre Prefeitura e Socia previa que a empresa construísse o prédio e, como contrapartida, teria o direito de explorá-lo comercialmente por 12 anos, a partir de 1973. 

Questionada sobre a atual situação da rodoviária, a Prefeitura confirmou que o local segue operando sem contrato e reiterou que uma área na rua Padre Madureira foi decretada de utilidade pública para a construção do terminal multimodal, que abrigará rodoviária, estação do VLT e o trem que ligará Sorocaba a São Paulo. A licitação para a elaboração do projeto ainda será lançada. 

A Prefeitura declarou ainda que já prestou esclarecimentos ao Ministério Público sobre os questionamentos feitos quando o inquérito foi aberto. De acordo com o promotor de justiça responsável pela investigação, Orlando Bastos Filho, as respostas prestadas pela administração e pela Socia estão sendo analisadas e o modelo de concessão de rodoviárias em cidades do mesmo porte de Sorocaba está sendo verificado para saber qual o retorno é dado às prefeituras e, dessa forma, calcular o quanto o município teria deixado de arrecadar.

Jornal Cruzeiro do Sul
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