Imprensa

17-Fev-2020 14:58
Homenagem

França homenageia sacerdotes e sacerdotisas das religiões de matriz africana em sessão solene

Evento destacou a importância da liberdade religiosa e a fraternidade e o respeito entre as crenças e religiões.

O Dia dos Sacerdotes e Sacerdotisas de Religiões de Matrizes Africanas foi celebrado em sessão solene da Câmara Municipal de Sorocaba na noite de 14 de fevereiro. A iniciativa foi do vereador Francisco França (PT), que também homenageou com votos de congratulações sacerdotes e sacerdotisas de diferentes casas. O vereador é autor da Lei 12.016, de 4 de junho de 2019, que instituiu a data no calendário oficial do município, a ser celebrada anualmente no dia 21 de janeiro, dia em que também são celebrados o Dia Mundial da Religião e o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.

A mesa de honra da sessão solene, além de França, contou com as presenças da  vereadora Iara Bernardi (PT); Lourdes Liege, representando a Casa Ilé Asé Omin Agbara Ogum; Luiz Carlos Gimenez, representante da Casa Ilé Axé Ogunja e Iansã; historiador Ademir Barros dos Santos, representando o Nucab (Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Uniso); e o pastor Francisco de Assis Gonçalves Valério, da Assembleia de Deus Voz da Profecia. 

Liberdade religiosa

“Como responsáveis pela administração física e espiritual dos terreiros, esses sacerdotes e sacerdotisas merecem todo o reconhecimento da sociedade brasileira, pois seu trabalho fortalece a luta contra a intolerância religiosa e contribui para um mundo mais fraterno e humano”, afirmou Francisco França na saudação aos homenageados, lembrando que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, da ONU, em seu artigo 18, e a Constituição de 88, em seu artigo 5º, consagram o princípio da liberdade de crença e o livre exercício dos cultos religiosos, sem qualquer forma de discriminação.

“A despeito de seu reconhecimento legal pelas constituições da maioria dos países, a liberdade de crença continua sendo violada em várias regiões do mundo. Mesmo no Brasil, ainda persistem casos de intolerância religiosa, especialmente contra os cultos de matriz africana. E essa intolerância tende a crescer, uma vez que o próprio presidente da República tenta instrumentalizar as religiões cristãs para colocá-las a serviço de seu governo”, enfatizou França, acrescentando que o Brasil é um país “plural e multiétnico” e que “sua diversidade cultural, inclusive religiosa, precisa ser preservada e valorizada”.

Este ano, foram homenageados, com votos de congratulações, os seguintes sacerdotes e sacerdotisas: Baré Kipo de Kalembá, da Casa Kazuá Ybytáguassu; Mãe Janaína de Oya, do Ilê Maria Padilha das Almas; Mãe Thays de Oxum, do Templo de Umbanda Forças da Natureza; Pai Tadeu de Obaluaê, do Culto Africano Mestre José Pilintra; Babalorixá Ivan de Ogum, do Ilê Asé Aladá Meji Ogum Irê Olá; Mãe Iraci de Iyemanjá, do Terreiro de Umbanda Mestre Zé Pilintra e Baiana Maria do Balaio; e Yalorixá Teresinha de Oya, do Ilê Ase Alaketu Oya Afefe Orun.

O evento contou com apresentações musicais de Sônia Fernandes, que cantou músicas tradicionais das religiões de matriz africana.

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SS Sacerdote

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Andrea Quevedo - Assessoria de Imprensa do Vereador Francisco França
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