Imprensa

12-Jul-2019 09:49
Reforma da Previdência

Deputados da região de Sorocaba votam pelo fim da aposentadoria digna

Jefferson Campos (PSB), Vitor Lippi (PSDB) e Capitão Derrite (PP), de Sorocaba; Herculano Passos (MDB), de Itu; Guilherme Mussi (PP), de Itapetininga; e Guiga Peixoto (PSL), de Tatuí, votaram a favor do texto-base da Reforma da Previdência nesta quarta-feira, dia 10.

Os seis deputados que representam a Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) na Câmara Federal votaram a favor do texto-base da “reforma” da Previdência (PEC 6/19), que foi aprovada na noite da quarta-feira, 10, com 379 votos favoráveis e 131 contrários.

São eles: Jefferson Campos (PSB), Vitor Lippi (PSDB) e Capitão Derrite (PP), de Sorocaba; Herculano Passos (MDB), de Itu; Guilherme Mussi (PP), de Itapetininga; e Guiga Peixoto (PSL), de Tatuí.

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deputados região

“O voto que os deputados federais de nossa região deram à reforma da Previdência mostra que os trabalhadores falharam ao escolher seus representantes no Congresso Nacional. Hoje está evidente que os trabalhadores da Região Metropolitana de Sorocaba estão órfãos e não têm um deputado sequer para defender seus direitos”, avalia o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região Paulo João Estausia.

O texto-base da “reforma” da Previdência aprovado em primeira discussão é o substitutivo do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) que, apesar de deixar de fora a capitalização, continua cruel para os trabalhadores, pois impõe aposentadoria apenas por idade, ao mesmo tempo em que aumenta a idade mínima para se aposentar, diminui o valor da aposentadoria/benefícios à média de todos os salários (não mais aos 80% maiores contribuições), eleva as alíquotas de contribuição para quem ganha acima do teto do INSS e estabelece regras de transição para os atuais trabalhadores. Além de reduzir a pensão por morte a 60% do valor do benefício/aposentadoria, criar dificuldades para o acesso ao abono do PIS, entre outras reduções de direitos.

“A pressa do governo Jair Bolsonaro em votar essa nefasta ‘reforma’ impediu uma ampla discussão da Previdência com toda a população. Muitos nem sabem o que foi aprovado, só irão tomar conhecimento quando forem precisar do INSS e da aposentadoria. Isso não se faz!”, lamenta Paulinho.

Agora os deputados federais irão votar os destaques ao texto-base da “reforma” e irão submeter o texto ao segundo turno de votação. Após isso, a “reforma” da Previdência será enviada para apreciação do Senado.

“Não podemos desanimar diante dessa derrota. Temos que ampliar a mobilização e adequar os canais de diálogo com a população para tentar impedir a aprovação no Senado Federal”, convoca Paulinho.

Liberação de emendas

A aprovação da Reforma está custando caro aos brasileiros. Jair Bolsonaro jogou pesado e com muito dinheiro dos cofres públicos para garantir os votos favoráveis.

Somente em julho e às vésperas da votação, o governo liberou mais de R$ 2,5 bilhões em emendas parlamentares distribuídas cirurgicamente para beneficiar os deputados aliados, segundo apuração da ONG Contas Abertas e dados oficiais.

O presidente também gastou R$ 40 milhões em propaganda maciça, inclusive na compra de apoio de apresentadores de programas populares das principais emissoras de TV e rádio, para convencer a população de que essa proposta é necessária para “promover justiça social, ampliar a capacidade de investimento e gerar empregos”.

Segundo o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, que acompanha a votação da Reforma em Brasília, o mesmo ocorreu com a aprovação da Reforma Trabalhista, em novembro de 2017, quando o governo seguiu igual roteiro de distribuir verbas e mentir que a mudança da CLT levaria ao crescimento econômico e à geração de empregos.

“Falaram, à época, que seriam gerados 2 milhões de empregos. Passados quase dois anos, o que temos são 13 milhões de desempregados, mais de 26 milhões de desalentados e o aumento da informalidade, da precarização do emprego, a redução da renda e o País em crise, estagnado. O mesmo acontecerá com essa reforma da previdência”, afirma Vagner Freitas.

 

 

 

 

Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região - Fabiana Caramez
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