Imprensa

26-Abr-2019 08:48
Política

Comissão Processante contra vice-prefeita é aprovada

O pedido de abertura de cassação da vice-prefeita Jaqueline Coutinho (PTB) foi aprovado por 18 votos a 1 na Câmara de Sorocaba, nesta quinta-feira (25).

O pedido para a abertura de Comissão processante contra a vice-prefeita, Jaqueline Coutinho, havia sido feito por um empresário sorocabano, com base no caso de um suposto uso irregular de um servidor do Saae que prestaria, durante seu horário de trabalho, serviços particulares à vice-prefeita. Ela sempre negou as acusações. Segundo o presidente da Casa Legislativa, Fernando Dini (MDB), a inicial do pedido atendeu a todos os requisitos jurídicos.

Após a votação foi feito o sorteio dos integrantes da comissão, que serão os vereadores Anselmo Neto (relator, PSDB), José Francisco Martinez (PSDB) e Luis Santos (presidente, PROS). Um dos votos a favor da abertura da comissão foi o do próprio namorado da vice-prefeita, o vereador Hudson Pessini (MDB). O único vereador contra a abertura foi Irineu Toledo (PRB), este líder da base do governo Crespo.

Assinaturas falsas

“Existe nos autos do procedimento de investigação criminal um laudo do Instituto de Criminalística, em que diz que a portaria que autorizava a nomeação de Fábio (acusado pelo Saae e pelo MP de ser um servidor público ‘particular’ de Jaqueline) contém uma assinatura que não é do Ronald Pereira da Silva (diretor-geral da autarquia). O laudo pericial dos cartões de ponto do funcionário Fábio informa que a data e os horários ali corrigidos são do Fábio, porém, as assinaturas também não são do diretor do Saae”, argumentou Márcio Rogério Dias, advogado de Jaqueline, em sua explanação, afirmando que “se não existe portaria (assinatura oficial), não existe nomeação para o cargo (de Fábio). Querem prejudicar a Jaqueline, com informações falsas”.

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Boletim de ocorrência contra Crespo

A vice registrou, na última segunda-feira (22), por meio de seu advogado, Márcio Rogério Dias, um Boletim de Ocorrência (BO) contra o prefeito José Crespo (DEM), na manhã desta segunda-feira (22), por injúria e difamação.

Para o advogado, o prefeito tenta, a todo o momento, “de maneira suja e sórdida”, caracterizar Jaqueline como “pessoa desonesta”. “Existe uma organização para trabalhar e falar mal da Jaqueline”, ressaltou Márcio Rogério Dias.

De acordo com o advogado, Jaqueline recebera cópias de mensagens escritas por Crespo recomendando “ataques” contra ela por meio do Gedai (Grupo Estratégico de Ação na Internet), o qual seria comandado pela voluntária Tatiane Pólis, conforme e-mails repassados por Eloy de Oliveira (ex-secretário de Comunicação e Eventos) à Polícia Civil, na Operação Casa de Papel.

O advogado afirmou, ainda, que Jaqueline atuou durante 28 anos como delegada de polícia e recebeu duas ações de improbidade administrativa, uma movida pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e outra pelo Ministério Público (MP), as quais foram agravadas (recorridas). Um terceiro processo, tramitando na Justiça Criminal, está em fase de oitiva.

 

 

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