Imprensa

28-Nov-2017 08:47 - Atualizado em 28/11/2017 08:58
Polêmica

Após polêmica, secretário diz que o zoo não será fechado

Audiência pública discutiu um novo modelo de gestão para o Zoológico Municipal Quinzinho de Barros em meio ao clima gerado pela polêmica de um possível fechamento para visitação.

Uma audiência pública realizada na noite desta segunda-feira (27) na Câmara de Sorocaba discutiu um novo modelo de gestão para o Zoológico Municipal Quinzinho de Barros em meio ao clima gerado pela polêmica de um possível fechamento da unidade à visitação pública. O secretário de Meio Ambiente da Prefeitura, Jessé Loures, negou qualquer decisão relativa a eventual fechamento.

A especulação sobre essa possibilidade ganhou repercussão nas redes sociais, provocando polêmica e apreensão. Os vereadores Renan Santos (PC do B) e Péricles Régis (PMDB) classificaram como boato o possível fechamento, mas disseram não saber a origem.

O veterinário Lázaro Ronaldo Ribeiro Púglia, o Roni, disse, no entanto, ter recebido da Câmara a informação de que havia uma determinação para suspender a visita noturna e fechar o zoológico. Com essa informação, ele a divulgou com o propósito de gerar uma reação. Uma fonte que pediu sigilo confirmou que a menção ao fechamento à visitação surgiu entre os vereadores, na Mesa Diretora da Câmara.

Dessa forma, com essa questão restrita à categoria de boato, a audiência concentrou as atenções na necessidade de se pensar qual seria o melhor modelo de gestão para o zoológico. A vereadora Iara Bernardi (PT) levantou a preocupação com a possibilidade de no futuro o Executivo querer privatizar o zoológico. Em resposta, Jessé Loures afirmou durante entrevista: "O prefeito (José Crespo) vai discutir com a sociedade o melhor modelo, que não onere os cofres públicos."

Jessé deixou claro que a Prefeitura estuda um modelo de gestão para o zoológico. Ele adiantou: "O governo (Executivo) não vai fazer encaminhamento com olhar político, mas com estudo técnico. Qualquer mudança de gestão não vai ser feita numa canetada." Informou que uma das medidas será a criação da Zona Azul para estacionamento nos acessos ao zoológico como medida para inibir a atuação dos flanelinhas. Também disse que espera que ocorram pelo menos mais três audiências.

Na audiência, as participações incluíram ativistas de organismos de defesa dos animais, biólogos, veterinários e diretores dos zoológicos de Sorocaba, Bauru e Americana. O diretor do zoológico de Bauru, Luiz Antonio da Silva, se surpreendeu com as questões burocráticas que levam a unidade local a não cobrar ingresso dos visitantes numa situação em que o zoológico precisa dessa fonte de arrecadação como forma de suporte ao custo das instalações.

Os participantes também reclamaram a necessidade de que sejam feitas visitas monitoradas do público, isso para que o zoológico cumpra a sua função de ser instrumento de educação ambiental.

Jornal Cruzeiro do Sul
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