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| Vereador França fala aos trabalhadores após votação do projeto em plenário |
A iniciativa do vereador e vice-presidente do Sindicato dos Condutores de Sorocaba e Região, Francisco França (PT), de se manifestar contrário ao projeto de lei que autorizava o município a repassar R$ 1 milhão para a Urbes - Trânsito e Transportes ingressar com recursos no Tribunal Superior do Trabalho - (TST) sobre decisões favoráveis do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de processos trabalhistas movidos por ex-funcionários da empresa TCS - Transportes Coletivos de Sorocaba, atrelada à mobilização dos trabalhadores na última sexta-feira, dia 16, que paralisou o transporte coletivo de Sorocaba e superlotou a Câmara Municipal, com o objetivo de pressionar os vereadores da base aliada do prefeito Vitor Lippi (PSDB) pela rejeição da proposta, resultou no esperado.
Por volta das 8 da manhã, os trabalhadores das empresas CS (Consórcio Sorocaba), ex-funcionários da TCS e da STU (Sorocaba Transporte Urbano) seguiram para o Paço Municipal com a frota que atende o transporte público do município. Com os veículos fora de operação, os trabalhadores acompanhados da diretoria do sindicato acompanharam a sessão extraordinária até a votação do projeto, às 12h30. Pressionados pelos argumentos do vereador França, que presidia a última sessão do ano, e não admitia a retirada do projeto pelo líder tucano, e pelo tamanho da mobilização, os catorze vereadores que haviam votado favoravelmente ao projeto do Executivo na sessão anterior, voltaram atrás, e por unanimidade de votos, a proposta foi definitivamente arquivada.
Mais uma grande conquista dos trabalhadores do transporte, com o apoio do vereador França, representante da categoria, e conhecedor do drama vivido pelos ex-funcionários da TCS, que até hoje lutam na Justiça para receberem suas indenizações. "É direito destes trabalhadores. Não seria justo deixar o repasse ser aprovado na Câmara e vê-los esperando por mais alguns anos para receber", enfatizou o parlamentar.
Entenda - Os ex-funcionários da TCS ingressaram na Justiça Trabalhista para receberem as verbas rescisórias. Em Sorocaba, a Justiça entendeu que a Urbes não teria que arcar com os direitos. Os advogados do Sindicato dos Condutores recorreram da decisão. No Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª. Região (segunda instância), a Urbes - Trânsito e Transportes foi condenada, e juntamente com a TCS responsabilizada indenizar os ex-funcionários, reflexo de 18 meses de intervenção na extinta empresa. O repasse apontado no projeto do Executivo Municipal era para recorrer de 77 ações, com um custo individual de R$ 12.179,02, totalizando R$ 937.784,54.
A empresa TCS sofreu intervenção municipal em julho de 2008 por problemas com a Justiça. Em dezembro de 2009, a Prefeitura cancelou o contrato de concessão para a TCS operar o lote 1 do transporte público urbano.